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Plano de saúde com coparticipação vale a pena?

Como funciona, para quem compensa e as quatro linhas do contrato que você precisa ler antes de escolher.

CustosPublicado em

No plano com coparticipação você paga uma mensalidade menor e, cada vez que usa o plano, paga uma parte do atendimento. No plano sem coparticipação a mensalidade é maior e o uso não gera cobrança extra. Nenhum dos dois é melhor em si: depende de quanto você usa.

Como a cobrança funciona

A coparticipação aparece na fatura do mês seguinte ao uso. O contrato define o valor ou o percentual por tipo de atendimento: consulta, exame simples, exame de alta complexidade, pronto-socorro, terapias. Internações costumam ter um valor fixo por evento, e não um percentual sobre a conta do hospital.

Um bom contrato tem teto: um limite por procedimento ou por mês, para que um período de uso intenso não gere uma fatura impagável.

Para quem compensa

  • Quem usa pouco. Adultos jovens que vão ao médico uma ou duas vezes por ano e querem o plano como proteção para o imprevisto.
  • Empresas. A coparticipação reduz o custo fixo e tende a segurar o uso desnecessário, o que ajuda no reajuste.
  • Quem quer um plano de categoria melhor. Às vezes a diferença de mensalidade permite subir de categoria, com rede mais ampla.

Para quem costuma não compensar

  • Quem faz tratamento contínuo. Terapias semanais, fisioterapia prolongada, doenças crônicas com exames frequentes.
  • Famílias com crianças pequenas. Os primeiros anos concentram consultas e idas ao pronto-socorro.
  • Quem planeja uma gravidez. O pré-natal soma muitas consultas e exames em poucos meses.

O que ler no contrato

  1. A tabela de coparticipação, com o valor de cada tipo de atendimento.
  2. O teto por procedimento e por mês. Se não houver, desconfie.
  3. O que é isento. Alguns planos não cobram coparticipação em internações ou em exames preventivos.
  4. Coparticipação parcial. Há planos que cobram só em terapias, como psicoterapia e fisioterapia, e não em consultas e exames.

Como fazer a conta

Some as mensalidades de um ano nas duas versões. Depois estime o seu uso: quantas consultas, exames e idas ao pronto-socorro você teve no último ano. Multiplique pelos valores da tabela e some à versão com coparticipação. Se o total ficar perto do plano sem coparticipação, prefira o sem: você paga parecido e não tem surpresa.

Na cotação, a nossa equipe mostra as duas versões lado a lado e faz essa conta com o seu histórico de uso.

Conteúdo informativo. As regras dos planos de saúde são definidas pela ANS e pelo contrato de cada plano, e podem mudar: confirme as condições na proposta.

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